O ministro Paulo Pereira afirmou que a diminuição da escala de trabalho pode estimular novos negócios, ampliar a renda e fortalecer o mercado interno. Segundo ele, trabalhadores de menor renda tendem a ser os mais beneficiados.

Por Gabriela Cordeiro, no CenárioMT
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A redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6x1 e dois dias para descanso na semana pode trazer efeitos positivos para a economia e incentivar a criação de novos negócios no Brasil. A avaliação foi feita nesta terça-feira (28) pelo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo o ministro, a mudança pode ampliar o tempo livre da população, permitindo maior autonomia para consumir, buscar novas fontes de renda e investir em iniciativas próprias.

“Objetivamente falando, a redução é boa para o empreendedorismo. Ela vai criar mais tempo livre para as pessoas, mais autonomia para consumir e, inclusive, para empreender”, afirmou.

Paulo Pereira disse não ver conflito entre a proposta de mudança na escala 6x1 e o ambiente empreendedor. Para ele, a busca por autonomia é um dos principais fatores que impulsionam novos negócios.

O ministro também afirmou que, caso um novo modelo com dois dias de folga semanal seja aprovado, mais brasileiros poderão usar esse tempo extra para trabalhar por aplicativos, oferecer serviços, estudar ou se preparar para mudar de carreira.

Na avaliação do governo, o impacto econômico tende a ser positivo, tanto pelo fortalecimento do mercado interno quanto pela criação de novas oportunidades de trabalho.

Impacto para trabalhadores de menor renda

Paulo Pereira destacou que a mudança pode beneficiar especialmente trabalhadores de baixa renda, que costumam morar mais longe dos empregos e dedicar mais horas do dia ao deslocamento e ao trabalho.

Ele também rebateu críticas à proposta e afirmou que resistências semelhantes ocorreram em momentos históricos ligados à ampliação de direitos trabalhistas, como salário mínimo, férias e décimo terceiro salário.

Segundo o ministro, o governo acompanha possíveis impactos da medida e poderá adotar ações específicas para setores mais afetados.

Estimativas oficiais indicam que entre 10% e 15% dos empreendedores podem sentir algum reflexo da mudança, dentro de um universo de quase 45 milhões de pessoas.

Entre as alternativas em estudo estão benefícios fiscais, ampliação de crédito e outras formas de apoio. “O governo não vai deixar ninguém para trás”, afirmou o ministro.